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terça-feira, 20 de julho de 2010

Há salvação para o mundo ?

O planeta está pedindo socorro! Mas quem pode ouvir? Faz décadas que os países subdesenvolvidos estão seguindo os passos dos desenvolvidos na era do consumo exagerado. A indústria não pára de fabricar novidades a cada semana e o ser humano, afinal, não tem como evitar gastar com o que não precisa!!!


Essa brincadeira já comprometeu todas as reservas de nosso planeta. Estudos revelam que o ritmo que estamos vivendo (o planeta Terra como um todo), já seriam necessários três planetas Terra para conseguir suprir toda a demanda. Mas como chegamos a este ponto?

A bem da verdade, até bem pouco tempo atrás, pouco se falava em reciclagem, em consumo consciente, em sustentabilidade... A ordem do dia era: compre! Impulsionados pelos prazeres desta prática dos mais remotos tempos, pouquíssimos se preocuparam com os impactos que isso iria gerar em nossas reservas. E ainda assim pouco era trazido a público sobre o tema. Conclusão, somos uma geração que cresceu pensando que a Terra é inesgotável. Uma grande ilusão que está se tornando um pesadelo... Para que cada um saiba como fazer a sua parte, vou comentar algumas medidas simples, mas que trazem grandes resultados!

A água
Todos sabem que a Terra já está com a quantidade de água no seu limite para a população existente. Mas é muito comum ver pessoas lavando carros e calçadas com mangueiras e/ou vap. Tudo bem que a água é barata, mas isso não quer dizer que ela não vá precisar ser racionada em pouco tempo... Calçada é uma área comum, pode muito bem ser lavada com a água da chuva ou da máquina de lavar. E os carros com balde.

O lixo
Outro assunto que tem surtido pouco efeito é o lixo. Você já parou para pensar na quantidade de lixo que você gera? "Como assim?" Você pode dizer. A pergunta foi exatamente esta, ou seja, como diminuir o lixo que produzimos?

É muito simples, você pode optar por produtos que tenham menos embalagens. O fator qualidade nem sempre está aliado ao excesso de embalagens. Muitos produtos vem envolvidos em papel, que vem dentro de um plástico, e por último, estão dentro de uma caixa. A não ser que seja para presente (e ainda assim você pode diminuir algumas embalagens e deixar seu presente um luxo) você pode optar por produtos que tenham a mesma qualidade com menos embalagens.

Sacolas de plástico
Nos supermercados, está se tornando comum falar de sacola retornável. Na verdade, quem tem carro, dependendo do que vai comprar, não precisa nem desta. Afinal o produto vai para o bagageiro e de lá para as prateleiras da cozinha... Por que então utilizar sacolas de plástico?

Separação do lixo
Outro ponto é a separação do lixo. Tudo que jogamos fora deve ser separado em reciclável e lixo comum*. A tarefa não exige muito esforço, mas como todas até aqui, precisa de uma nova postura de nossa parte. É verdade que você vai precisar de dois lixos na sua cozinha, mas isso não é nada comparado ao bem que estará fazendo.

Composteira
Além de separar o lixo, também podemos diminuir o lixo comum que produzimos. Essa dica vale tanto para quem mora em apartamentos como em casas. As cascas de frutas e verduras e bagaços podem ir para uma composteira*. Isso já diminui em pelo menos 20% a quantidade de lixo comum de nossas residências. Aumentamos também a vida útil dos aterros sanitários e produzimos um adubo de primeira para a horta...

Todas essas medidas são simples, outras mais complexas podem ser adotadas com o passar do tempo, o importante é fazermos a nossa parte. Começando por essas dicas estamos iniciando um novo tempo, com uma nova mentalidade e um novo olhar sobre o planeta em que vivemos. Vale dizer também que é importante levar adiante essas idéias. Afinal somos responsáveis pelo mundo que vamos deixar aos nossos filhos.

Para saber mais sobre Reciclagem e Compostagem, clique nos lnks.

Por Maria Alice Tornesi Sosinski

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Sua Perfeita Fidelidade

Há alguns dias li o livro "Sua Perfeita Fidelidade". Confesso que no início da leitura não "botei fé", mas queria ver quais eram as intenções dos autores e suas estratégias... Tem horas que ser jornalista faz a gente ser chata assim, rsrsrs. Pois digo que fiz bem em continuar a leitura, a simplicidade da escrita com a sinceridade deles me cativou... Fora que é o tipo de leitura que se entra literalmente na trama. Você consegue visualizar as situações e se envolver com os personagens. Neste caso, personagens reais!!!

Entrei na história e lembrei da minha, fiz um paralelo e ao mesmo tempo um balanço de meu relacionamento antes e depois do casamento e posso dizer que Deus me levou a momentos inesquecíveis. Foi através da leitura desse livro que recebi uma mensagem direta de Deus a respeito do meu relacionamento com meu esposo e foi simplesmente maravilhoso! De um segundo para outro eu era uma nova mulher(perguntem ao meu marido, rs). Às vezes, não sei você, mas eu me sinto confortada quando pego livros assim, simples como os ensinos de Jesus. Eles nos fazem esquecer de como o mundo é complicado e nos fazem viver mais leves!!!

Bom, depois de contar minha experiência, gostaria de falar um pouco sobre o conteúdo do livro. "Sua Perfeita Fidelidade" reflete através da experiência desse casal o que Deus deseja para todos nós. Afinal Deus age em nossa vida de forma singular e pessoalmente!!! O enredo deste livro "bate de frente" com os costumes a que estamos acostumados. Mas você vai perceber que não precisará de muito para se apaixonar com o modo como Deus age. E Ele não usa, não manipula, não desrespeita, não fere... Mas honra, enaltece, dignifica! E essas coisas são para serem vividas antes e depois do casamento.

Aliás, escolher nosso cônjuge é uma das três ou quatro decisões mais importantes de nossas vidas. Não vale a pena desperdiçá-la! E, mesmo para quem já é casado, há um lugar ainda mais excelente a conquistar. Os princípios de Deus para o amor nos fazem alcançar resultados muito melhores do que pensamos ou pedimos e nos provam que podemos fazer do casamento um pedaço do céu!

Outro ponto importante é que Deus respeita nossos desejos e sonhos. Muitos pensam que Deus não entende o que será melhor ou mais excelente... Mas acredite, Ele nos conhece melhor do que nós mesmos! Fui impactada com a experiência do final da história, você vai entender quando chegar lá. Pude ver Deus materializando o seu amor pela vida da autora de uma forma tão linda, tão grande e ao mesmo tempo tão pequena através da riqueza dos detalhes...

Deus quer te dar o melhor de tudo que você imagina, mas para isso você tem que ser o melhor! Fácil, não, mas não é isso que todos queremos? Sem dúvida esse livro trouxe renovo para o meu casamento e mudanças gradativas. Meu relacionamento já é outro depois que entendi que Deus é fiel para aqueles que são fiéis a Ele!!!!

Uma ótima leitura!

Por Maria Alice Tornesi Sosinski

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Livro: Sexualidade e Reformissão

“Fiz acordo com os meus olhos de não olhar com cobiça para as moças.” Jó 31:1 (NVI)

Vivemos numa cultura que gasta por ano mais dinheiro com pornografia do que
a soma de tudo que é gasto com música clássica, country, jazz ou rock, peças da Broadway e apresentações de balé. No tempo de Paulo, ele acusava as pessoas de adorarem seu estômago como se fosse um deus. Hoje em dia, parece que, simplesmente, esse deus encontra-se um pouco mais abaixo.

Como pastor de uma igreja grande, que cresce sem parar e que é frequentada
por muitos homens e a grande maioria, jovens e viris, tenho visto como os pecados secretos da pornografia e da masturbação têm paralisado muitos deles, devido à vergonha, culpa e constrangimento que experimentam. Por isso, resolvi escrever este livreto para discutir essas questões de um modo que aborde tanto a teologia quanto a prática, na esperança de poder contribuir para que cada um de vocês experimente o poder de perdoar, renovar e empoderar do Evangelho através da graça. Como meu alvo é dirigir-me aos colegas homens, o tom desta conversa pode não ser muito apropriado para as mulheres, portanto gostaria de pedir que elas não leiam este livreto, a menos
que sejam mulheres casadas cujos maridos leram primeiro, e queiram discutir o
conteúdo com elas. Quanto aos que querem incentivar outros homens a viver uma vida de pureza, oro para que este livreto seja uma obra útil, que você poderá passar adiante para tantos caras quanto possível como uma ferramenta pedagógica para a realização de extração reto-cranial.

Começaremos expondo o plano de Deus para nossa sexualidade, e a seguir
passaremos a examinar como temos falhado em relação a ele. Nas primeiras páginas do Gênesis, vemos que nosso Deus Triúno concluiu que tudo que criara “havia ficado bom”. A solidão do nosso primeiro pai – Adão, foi a única coisa que ele não considerou “boa” porque, apesar de toda a criação vir abaixo dele e de saber que Deus estava acima dele, Adão não tinha ninguém ao seu lado, caminhando como seu igual, o que o impedia de manifestar a comunhão trinitária de Deus por encontrar-se sozinho na terra e não em comunidade. Por esta razão, entre outras, Deus disse que “não era bom” para o homem que ele permanecesse só e assim foi criada a nossa primeira mãe, a mulher - Eva, para ser a noiva e auxiliadora de Adão. Em seguida, Deus basicamente
conduziu-a pela mão ao altar até Adão, oficializando o primeiro casamento entre o primeiro homem e a primeira mulher. Deste modo, estabeleceu-se o precedente de que, embora diferentes, homens e mulheres, como repositórios da imagem de Deus, são iguais e de que o casamento é um dom a ser desfrutado por um homem e uma mulher. Finalmente, Deus considerou o resultado de tudo isso como sendo “muito bom”.

E tem mais, Deus criou o corpo masculino e feminino para que o prazer sexual
fosse desfrutado dentro do casamento sem que eles tivessem que se envergonhar, o que se aprende dos famosos versos, “Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne. O homem e sua mulher viviam nus, e não sentiam vergonha.” Gn 2: 24-25). Assim concluímos que o desejo de Deus é que os homens e as mulheres casem-se e desfrutem do prazer sexual sem se envergonharem, porque, do ponto de vista de Deus, casamento e sexo, simplesmente, estão relacionados, interligados e são exclusividade do casal.

A intenção de Deus ao criar o sexo era para ser praticado por um homem e uma mulher dentro do casamento com o propósito central de promover unidade. Neste caso, por definição, tudo que contradiz essa intenção de Deus é pecado. Portanto, podemos afirmar que a homossexualidade, a bestialidade, a bissexualidade, a fornicação, a “amizade colorida”, o adultério, a prostituição, o estupro, a poligamia, a lascívia pecaminosa - que inclui a pornografia, a prostituição, a pedofilia, o incesto e qualquer outra coisa que venha a ser inventada para tentar fugir do claro ensinamento das Escrituras constitui-se num ato pecaminoso.

Tragicamente, com a entrada do pecado no mundo, os seres humanos se
afastaram de Deus e uns dos outros. Por exemplo, já no terceiro capítulo do Gênesis, vemos nossos primeiros pais se escondendo de Deus e um do outro, cheios de vergonha, o que gerou confusão em relação à sua nudez e à sexualidade humana. No restante do livro de Gênesis, vemos o surgimento de todo tipo e espécie de pecado sexual, porque a entrada do pecado no mundo estragou tudo, inclusive a sexualidade.

Pastor Mark Driscoll é considerado um dos 50 pastores mais influentes da América , Mestre em Teologia Exegética pelo Seminário Western de Portland no Oregon e atualmente se prepara para o doutorado em Estudo Bíblico. Pastor Mark e sua querida Grace desfrutam do prazer de criar três filhos e duas filhas, jogando beisebol com os meninos e saindo com as meninas para “encontros” com o papai.

Gostou da introdução? Quer ler o livro inteiro? Então clique no link abaixo e boa leitura...

Clique aqui e baixe o livro gratuitamente.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Os donos do mundo

Para quem tem acompanhado as notícias diárias pode perceber que os escândalos com o dinheiro público está longe de acabar. A "novidade" da vez é a Assembléia Legislativa. E de novo a história se repete, políticos se apoderando de dinheiro alheio em benefício próprio...

Parei para refletir no quanto nós, contribuintes, nos acostumamos com os serviços precários por parte de qualquer serviço público. No entanto, não se pensa que esses serviços são os mais bem pagos do mundo!!! Note a observação de Miriam Leitão:

"O brasileiro paga mais impostos que mexicanos, chineses, russos e indianos, que são nossos concorrentes diretos entre países emergentes. A carga tributária brasileira chegou a 35,8% do PIB em 2008. Mais de R$ 1 trilhão aos cofres públicos.

O brasileiro também paga mais tributos que muitos países desenvolvidos, como Estados Unidos, Japão e Suíça. E tem serviços públicos piores do que muitos países em que a carga é bem menor. A carga tributária tem subido todos os anos, quase 1 ponto percentual por ano.

Isso tira das empresas capacidade de investir. Tira das famílias capacidade de consumo e poupança. E elimina empregos. As empresas têm que pagar 25% de imposto sobre salário dos empregados.

O governo prometeu que a carga não aumentaria em 2008, mas cresceu fortemente. Isso para alimentar os gastos do próprio governo. Ele aumentou os gastos em R$ 72 bilhões, mais da metade do crescimento do PIB do país, com alta de 5%."

Depois dessa rápida análise, percebi que pela quantidade de impostos que pagamos, devemos ter os melhores serviços públicos do mundo, com as melhores tecnologias e muito conforto. Tudo que seria "público" deveria ser "top de linha", como educação, saúde e segurança, e, se quiséssemos, poderíamos optar pelo serviço privado e então pagar a mais por ele. Mas a ordem e o respeito se banalizou tanto, que mesmo quem tem condições de pagar em dobro por estas prestações de serviço vive inseguro com a marginalidade, com a bandidagem, com o tráfico de drogas nas portas dos colégios e nas ruas, com roubos e assaltos à luz do dia... Aqueles que deveriam assegurar nosso bem estar, nos roubam nossos maiores direitos...

Claro que não percebemos o quanto somos poderosos, porque através da mídia e da educação, nos ensinam a ficarmos quietos, "na nossa", mas somos maioria que ainda não descobriu o poder que tem nas mãos, e por isso sofre as consequências. Não faz muito tempo assisti uma reportagem numa cidade pequena, em que a população rural se mobilizou para assistir às reuniões políticas, e foram em peso. Conclusão, intimidaram os políticos que eles mesmos elegeram e que dizem ser transparentes.

As eleições para governador e presidente estão chegando. Recomendo não ficar perdendo muito tempo assistindo campanha eleitoral, mas sim investigar a carreira política dos candidatos para então decidir que decisão tomar. E, depois das eleições, cobrar as promessas realizadas.

Se o governo é omisso, é porque nós como sociedade também somos. Precisamos retomar aos poucos nossos direitos e lutar por uma sociedade mais justa, mais igualitária, e consequentemente, mais humana!

Por: Maria Alice T. Sosinski

domingo, 30 de maio de 2010

O tempo de cada coisa

Olá queridos!!! Ultimamente estou aprendendo sobre o tempo determinado para cada coisa... Por exemplo, o tempo de aprender a ler e escrever, o tempo da puberdade, o tempo de se apaixonar, tempo de trabalhar, tempo de ser mãe, tempo de comprar coisas...

Enfim, nossa vida é recheada por etapas e fases que, para serem bem vividas, precisamos tomar decisões que se adequem à maturidade que temos. A idade natural não serve de parâmetro comparativo, a maturidade é algo que deve ser analisado sem comparações, cada pessoa é única nesse tema!

É por esse motivo que percebo muitos se dando mal por desejarem o que os outros passaram ou tem. Tudo bem querer se dar bem na vida, com tanto que as atitudes estejam de acordo com a maturidade que se tem!

Nosso Criador é o maior interessado em querer nos ver bem, por isso precisamos confiar em Deus e buscar a percepção sobre as coisas.

Por que afinal o tempo e a maturidade são tão importantes? Eles tem tudo a ver, a maturidade nos prepara emocional, física, mental e muitas vezes, até mesmo, financeiramente. Sem essas condições tudo fica mais difícil, e muitas vezes perde o brilho da conquista, sem falar que muitas vezes traz desgraças ao invés de alegrias.

A Bíblia diz em Eclesiastes 3:1 "Para tudo há uma ocasião certa; há um tempo certo para cada propósito debaixo do céu".

Querido, para viver a vida com qualidade é necessário respeitar as fases e a maturidade que você tem! Deus te abençoe e muitas vitórias!

Por: Maria Alice T. Sosinski

segunda-feira, 17 de maio de 2010

O Problema da Incredulidade e o Poder da Decisão

Êxodo 14:15-31 Então disse o SENHOR a Moisés: Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem. E tu, levanta a tua vara, e estende a tua mão sobre o mar, e fende-o, para que os filhos de Israel passem pelo meio do mar em seco. E os egípcios saberão que eu sou o SENHOR, quando for glorificado em Faraó, nos seus carros e nos seus cavaleiros. E o anjo de Deus, que ia diante do exército de Israel, se retirou, e ia atrás deles; também a coluna de nuvem se retirou de diante deles, e se pôs atrás deles. E ia entre o campo dos egípcios e o campo de Israel; e a nuvem era trevas para aqueles, e para estes clareava a noite; de maneira que em toda a noite não se aproximou um do outro. Então Moisés estendeu a sua mão sobre o mar, e o SENHOR fez retirar o mar por um forte vento oriental toda aquela noite; e o mar tornou-se em seco, e as águas foram partidas. E os filhos de Israel entraram pelo meio do mar em seco; e as águas foram-lhes como muro à sua direita e à sua esquerda. E os egípcios os seguiram, e entraram atrás deles todos os cavalos de Faraó, os seus carros e os seus cavaleiros, até ao meio do mar. E aconteceu que, na vigília daquela manhã, o SENHOR, na coluna do fogo e da nuvem, viu o campo dos egípcios; e alvoroçou o campo dos egípcios. E tirou-lhes as rodas dos seus carros, e dificultosamente os governavam. Então disseram os egípcios: Fujamos da face de Israel, porque o SENHOR por eles peleja contra os egípcios. E disse o SENHOR a Moisés: Estende a tua mão sobre o mar, para que as águas tornem sobre os egípcios, sobre os seus carros e sobre os seus cavaleiros. Então Moisés estendeu a sua mão sobre o mar, e o mar retornou a sua força ao amanhecer, e os egípcios, ao fugirem, foram de encontro a ele, e o SENHOR derrubou os egípcios no meio do mar, Porque as águas, tornando, cobriram os carros e os cavaleiros de todo o exército de Faraó, que os haviam seguido no mar; nenhum deles ficou. Mas os filhos de Israel foram pelo meio do mar seco; e as águas foram-lhes como muro à sua mão direita e à sua esquerda. Assim o SENHOR salvou Israel naquele dia da mão dos egípcios; e Israel viu os egípcios mortos na praia do mar. E viu Israel a grande mão que o SENHOR mostrara aos egípcios; e temeu o povo ao SENHOR, e creu no SENHOR e em Moisés, seu servo.

Hoje, milhares de anos se passaram, e muitos de nós, nos dias atuais, não somos diferentes do povo de Israel que era escravo de Faraó no Egito, e quando digo que não somos diferentes, digo no que diz respeito às nossas dúvidas e incredulidade para com o nosso Deus.

É interessante observar que à medida que muitos cristãos vão avançando em sua caminhada com Cristo, ao invés de amadurecer e crescer na fé e no relacionamento com Deus, vão regredindo, e ao invés de sermos como crianças diante de Deus, Ou seja, ao invés de confiarmos de forma soberana e absoluta, acabamos sendo infantis. O que, com toda a certeza, nunca foi e jamais será a vontade de Deus.

“Um povo que se esqueceu de Deus e de seus feitos”

Quando digo que não somos muito diferentes do povo de Israel, e até mesmo dos apóstolos, quero dizer que um povo que viu Deus tirá-los da escravidão do Egito, através de sinais, prodígios e maravilhas, viram Deus derrotar seus inimigos diante de seus olhos, viram Deus conduzi-los pelo deserto, guiando através de uma coluna de fogo e uma nuvem, viram Deus suprindo suas necessidades, e também viram Deus abrir o mar para que pudessem passar com segurança.

Este mesmo povo que literalmente caminhou com Deus, viu seus milagres e maravilhas, logo depois, estavam murmurando, duvidando do amor e das promessas de Deus, cheios de incredulidade, adorando e se prostrando diante de imagens de outros deuses, estavam virando as costas para o seu Redentor e Libertador.

Com os apóstolos também não foi diferente, aqueles que caminharam lado a lado com Cristo diariamente, viram seus milagres e os grandes feitos que Cristo realizou: famintos sendo alimentados, cegos enxergando, paralíticos andando, mortos sendo ressuscitados, devolvendo a alegria e esperança a todos aqueles que necessitavam, porém, também foram os mesmos que o negaram, que viraram as costas para Cristo.

Mas por quê? Por que eles fizeram isto?
Simplesmente porque eles são seres humanos como nós, e conheciam a Deus superficialmente, e não intimamente. E a maior parte dos cristãos hoje em dia, inclusive nós mesmos somos exatamente assim a maioria das vezes. Não conhecemos a Deus na sua totalidade e intimidade, o nosso conceito de conhecer a Deus, é completamente distorcido da realidade, declaramos que conhecemos a Deus, mas se o próprio Deus nos perguntasse agora:

Você sabe do que eu gosto?
Você sabe o que me alegra ou me entristece?
Você sabe qual é a minha vontade e propósito para sua vida?

Com toda certeza não conseguiríamos responder com exatidão a estas perguntas.
Nós podemos dizer que realmente conhecemos nossa esposa, ou esposo, filhos, o caminho de casa para o trabalho, etc. Mas dizer que conhecemos a Deus, acho que não. E por isto não somos como Moisés que se envolveu com a glória de Deus, que literalmente se perdeu na nuvem da sua glória, pelo contrário, somos parecidos com o povo, que ficou como expectadores, lá em baixo no pé da montanha, ninguém quis mergulhar no rio da glória de Deus, porque ficar observando e esperando algo é muito mais cômodo do que subir a montanha, porém, isto gera superficialidade, e a superficialidade não gera intimidade, e sem intimidade é impossível conhecer a Deus em sua totalidade. E quando não conhecemos a Deus em sua totalidade, um simples copo de água vira uma baita tempestade. Não tem como conhecer a Deus sem ser íntimo dEle, sem sacrificar, sem subir a montanha..

“Subir a montanha”

Lembro-me de um fato bastante interessante em minha infância, e existem coisas que acontecem quando somos crianças tanto boas como ruins, que jamais esquecemos.

“O escorregador”, eu amava o escorregador, se pudesse eu ficava o dia todo brincando somente no escorregador, enquanto todos os outros brincavam em outros brinquedos, eu queria ficar no escorregador, até a minha bola de futebol, amiga inseparável, eu levava e colocava-a para descer no escorregador. A única coisa que eu não gostava, era ter que subir depois da descida... meu sonho era brincar em um escorregador gigante, que demorasse muito para descer e depois automaticamente ele te colocava no topo de novo.

Citei este fato porque que quem é que gosta de subir a montanha quando podemos apenas desce-la, ou simplesmente ficarmos parados. Subir a montanha requer sacrifício, e se queremos a glória de Deus teremos que subir a montanha...

Quando Moisés subiu a montanha, algo ficou nas entrelinhas, foi o seguinte: Se nós observarmos o Novo Testamento, por trás de cada cura e milagre de Jesus, ele muitas vezes finalizava declarando “Vai e não conte a ninguém” porém, isto parecia algo proposital, uma vez que Cristo sabia de todas as coisas inclusive conhecia muito bem o interior do ser humano, ele sabia exatamente o que iria acontecer quando declarasse, “não diga a ninguém”, era como se Deus provocasse, instigasse as pessoas a fazerem algo, saírem da condição passiva, do comodismo, e era exatamente o que acontecia.

O povo de Israel ficou no pé da montanha, somente observando, e eu creio que naquela época já existiam pessoa loucas o suficiente para dizer: “Sabe de uma coisa, eu vou ver o que está rolando no alto daquela montanha, o que tem acima daquelas nuvens, de onde vem estes raios...”

E nos dias atuais temos sido ensinados que a glória de Deus não custa nada, mas isso não é verdade, existe sim um preço a ser pago pela manifestação da glória de Deus. Eu não sei se poderia chamar isto exatamente de um preço a ser pago, ou poderia dizer que é uma condição, algo que Deus espera de nós e como conseqüência desta busca mais intensa pela Sua presença, vem a manifestação de Deus, pois, se estamos mais próximos Dele, Ele também estará próximo de nós, e onde está a presença de Deus, é impossível não acontecer nada. Porém, somos pessoas acomodadas, preguiçosas, queremos o melhor de forma simples, sem pagar algo significativo por isto.

Enquanto isto o Pai Celestial está lá, no alto da montanha, transbordando de amor por nós, desejando ter um relacionamento de Pai e filho conosco, um tipo de relacionamento que não provamos só pelo fato de sermos filhos, mas provamos algo diferente pelo fato de decidirmos ir além da maioria, fazemos um agrado, O surpreendemos com algo, embora seja difícil surpreendê-lo, não é impossível... e devemos sim, desejar surpreendê-lO.

“Uma vida cheia do Espírito”

Deus não é carne, embora Cristo tenha vindo em carne a este mundo, Ele é espírito. Deus é espírito, Cristo é espírito, o Espírito Santo é espírito, e nós temos que nos relacionar com ele também na dimensão espiritual. Se eu não tenho vida com Deus, se eu não me relaciono com Ele, também não posso conhecê-lO, e quanto mais eu corresponder com Ele, Ele corresponderá comigo, nosso relacionamento com Deus deve ser baseado em reciprocidade. Quanto mais eu me envolver com as coisas relacionadas a Deus, mais eu vou conhecê-lO, saber o que Ele deseja, o que Ele gosta, o que Ele espera de mim, etc.

Costumo fazer uma analogia entre meu relacionamento com Deus, e meu casamento. Quando eu conheci a Maria Alice, eu a conhecia superficialmente, não sabia exatamente do que ela gostava, que tipo de comida ela preferia, o que eu poderia fazer para agradá-la, enfim, à medida que o tempo foi passando e eu fui convivendo com ela, eu passei a conhecê-la de forma mais íntima e profunda, e, como conseqüência disto, passei a saber seus gostos e preferências.

E com Deus não é diferente, é impossível conhecê-lO sem orar, ler Sua Palavra, que é a Sua vontade revelada ao homem, adorar, louvar, jejuar, enfim coisas que fazem parte da vida cristã, e conseqüentemente sem isto, não viveremos uma vida cheia do Espírito... e isto é sair da zona de conforto e pagar um preço.

“O preço a ser pago”

Por natureza nós não valorizamos aquilo que não nos custa nada, nós acabamos desprezando e banalizando aquilo que vem fácil. E existe sim um preço a ser pago para desfrutar de uma comunhão íntima com Deus, nós nos relacionamos com Deus através do sacrifício de Cristo, através da cruz, e isto é gratuito, ou seja, temos acesso ao Pai gratuitamente através da fé, mas o preço a ser pago é não andar na normalidade como a maioria dos cristãos andam, é irmos além, vivermos além daquilo que a maioria vive, e eu acredito que mais de a metade dos cristãos espalhados pelo mundo, vive uma vida abaixo da média, uma vida superficial.

Nós não somos bobos, e sempre queremos o melhor de Deus, assim como no dia-a-dia, queremos boas roupas, boa comida, boa casa, bons carros, etc, queremos sempre aquilo que é melhor, e com Deus queremos provar da sua glória, dos seus milagres e maravilhas, da vida abundante que nos é prometida, e de fato a salvação é gratuita mediante a fé, mas não queremos pagar o devido preço pelas outras coisas, e com isto vivemos sempre nos justificando, mas, mas, mas, mas...

Um sério problema que temos é que não somos muito bons em reconhecer e admitirmos que as coisas não estão tão bem assim.

Damos valor a um monte de coisas: compromissos, reuniões, lazer, sono, comida, trabalho, etc. Enfim, existe uma série de coisas que temos dado valor, porém não o devido valor que elas merecem, e, conseqüentemente, não valorizamos mais o nosso Criador, não damos mais a Ele o devido valor, a honra da qual Ele merece, não O colocamos mais acima de todas as coisas, e depois nos questionamos porquê as coisas não vão bem. Aquele que nos criou e sabe exatamente como funcionamos nós não consultamos mais, e quando o fazemos, fazemos de forma superficial.

Porém, nem tudo está perdido, Deus é um Deus que nos ama, Ele ama a sua criação, e sempre nos dá uma oportunidade de consertar os erros do passado, e fazer aquilo que é correto.

Quando Cristo foi crucificado e morreu, os apóstolos e outros que o acompanhavam se mostraram quem realmente eles eram, porém, quando eles foram cheios do Espírito Santo, eles foram até as últimas conseqüências, ao ponto de entregar sua própria vida por Aquele que tinham negado. Eles receberam uma revelação no mais íntimo do seu ser sobre quem era Jesus Cristo e o que Ele podia fazer em suas vidas e na vida de outros, eles mesmos em meio às suas limitações, falhas e dificuldades, optaram por glorificar a Deus, honrá-lo acima de todas as coisas, não amar mais as suas próprias vidas até a morte, e colocá-lO acima de todas as coisas, valorizá-lO como Ele deveria ser valorizado.

Assim como os apóstolos, nós já temos o Espírito Santo, Cristo nos deu quando entregamos nossa vida a Ele, agora precisamos nos encher a cada dia mais através das nossas orações, jejum, leitura da Palavra, etc. Alimentar nosso homem espiritual. Nossa decisão e paixão por Ele não é algo somente espiritual, mas sim uma questão de opção e determinação, de forma racional, ou seja: uma questão de decisão.

Que nós possamos decidir...

Por: Eduardo Cristiano Sosinski